quarta-feira, 15 de junho de 2016

Personificando deuses

Muitas pessoas não sabem - ou nunca pararam para pensar - que "personificar" deuses também é uma criação de OC.
Como não temos nenhuma imagem real, quando criamos um visual e damos a eles a aparência e personalidade que pensamos que eles tenham, estamos, na verdade, criando um personagem original em vez de uma simples fan art.
Isso ocorre muito em filmes e séries, e até mesmo em desenhos. Um caso clássico é o do Hércules: tem uma animação, uma série, jogos e afins, e todos apresentam um Hércules diferente, apesar de se tratar da mesma pessoa.



Grandes sucessos como Percy Jackson, Thor (Marvel), Saint Seiya, Hercules (Disney) e Smite apresentam versões próprias e únicas de deuses distintos como, por exemplo, Zeus, Odin, Thor...
E apesar de se tratarem da mesma pessoa, o visual único, o ambiente, enredo... Personalidade! Tudo contribui para um personagem exclusivo da franquia. O Zeus de Hercules (Disney) não é o mesmo Zeus de Percy Jackson ou Fúria de Titãs, nem mesmo o Zeus em que os antigos gregos acreditavam, é um personagem exclusivo da Disney, assim como as outras versões são exclusivas de seus produtores.

Assim, se você não personificar um deus baseado em uma roupa já existente de alguma série ou filme, ou fazer um enredo original, ele vai ser um personagem de sua autoria! Use e abuse dele! Haha.

Além de ser interessante e divertido, essa criação dá a sua história uma gama maior. Com um pouco de conhecimento sobre o deus que quer retratar, você pode moldá-lo e encaixá-lo em sua história da forma que bem entender.

Mas claro, se a intenção é fazer uma fan fiction, é bacana manter o visual e personalidade do deus já apresentado. Por mais que esses grandes produtores não vão ligar se você fizer do Hades malvadão deles um bichinho medroso, é sempre bom ter um pouco de bom senso e não mudar TODO o trabalho que tiveram para criar aquele personagem para que ele se encaixasse na história.

Claro que as vezes sua fan fic pode se passar nu período anterior ao da história original, ou até mesmo ser uma explicação do porquê tal personagem é daquela maneira. Nestes casos não há problema em abordar uma personalidade diferente, pois dá até uma profundidade na história.

Eu mesma já criei a minha versão da Macária, o que foi bem fácil depois que me acostumei com ela e parei de tentar seguir um "padrão" (que impedia que eu a transformasse em minha OC). E agora ela faz parzinho com a versão do Thanatos criada por um amigo meu (que reuniu todas as versões da Morte em um único personagem :D).

Criar é um ótimo exercício para a mente, e com um tema divertido desses, vai ser uma atividade muito prazerosa! Sempre que estiver com um bloqueio criativo ou sem nada para fazer, tente personificar um deus, fruta ou um objeto qualquer, garanto que vai ajudar!

sábado, 11 de junho de 2016

Seria o conto 'Os Três Porquinhos' uma história de vampiros?

A teoria, criada por Leonardo Honorato, tem como intuito provar que o conto Os Três Porquinhos nada mais é que algo simbólico e infantilizado, que leva em seu interior um dos maiores mitos conhecidos da humanidade: os vampiros.

Baseando-se em seus conhecimentos sobre os vampiros até então já apresentados, Leonardo associa o lobo mau a um vampiro e o fato de bater à porta e esperar que o predador seja "convidado" a entrar, aos costumes vampíricos.


Confesso que, inicialmente eu contestei sua hipótese, mas logo me lembrei de uma sub-espécie grega de vampiros denominada Vrykolaka. Eles são conhecidos por se tornarem mortos-vivos devido à mortes drásticas ou dívidas que restaram em vida, além de, em algumas lendas, serem retratados como lobisomens corrompidos. Para se alimentar, batem na porta das casas das vítimas uma única vez, aquele que as abre é morto e tende a se tornar um vrykolaka. A lenda é tão forte na Grécia que ainda é costume abrir a porta somente após a segunda ou a terceira batida, principalmente se for após o pôr-do-sol.


Além desta parte de esperar que a vítima o "convide para entrar" e o vrykolaka também ser retratado como vampiros que já foram lobisomens, pode-se associar a parte das mortes drásticas com a morte do lobo mau em várias versões de Chapeuzinho Vermelho, onde ou ele é morto pelo lenhador ou tem a barriga cortada.

A parte dos porquinhos precisa de uma interpretação ainda mais profunda.
De acordo com algumas religiões, mais especificamente a judaica, a carne de porco é considerada impura.


E comparando os porcos, alimento do lobo neste conto, às vítimas mais comuns dos vampiros, chegamos às mulheres.

Mas por que especificamente mulheres?

Em muitas lendas a cura para os vampiros só pode ser adquirida através do sangue de virgens jovens e belas, pois elas são seres puros, imaculados, o que poderia clarear as auras profanas dos vampiros e assim libertá-los da maldição que os cercava.

E o que isso tem a ver com os porcos? Simples: em muitas religiões (principalmente as antigas) era comum dizer que a mulher era um ser impuro e inferior (o que, na verdade, é comum até os dias de hoje), seja no cristianismo, referente à Eva que comeu do fruto proibido ou em outras crenças.


O caso que eu citarei é de uma religião que hoje já não existe, mas que acabei me aprofundando em uma pesquisa escolar.

Tendo a ideia de que o mundo havia sido criado por um deus mau para aprisionar o deus bom, os cátaros acreditavam que tudo o que nascesse nesta terra já estava fadado ao pecado. Resumindo, tudo o que era matéria era considerado impuro (por isso visavam o espiritual). Com isso, a mulher era vista como um ser que propagava a impureza, pois ela gerava mais matéria (por conta disso foram abolidos casamentos e relações sexuais) e tornava o mundo ainda mais impuro.


Essa é uma teoria-base, que apenas distinguiu quem era quem. Nossos estudos continuarão em cima disto e de outras coisas. E se você tem alguma teoria ou gostaria de adicionar, ressaltar ou discutir sobre a teoria de Os Três Porquinhos, contate-nos por meio dos comentários.